domingo, 9 de dezembro de 2012
ABANDONO
É meu, seu abandono.
Me esquece do lado de fora,
de fora da vida,
de dentro da casa.
Minha vida tem dono.
Não é água rasa,
tem peso e medida,
tem rumo e tem hora.
É seu, meu abandono
Amélia de Morais
.
ALGUÉM
Alguém passou aqui
e levou meu pensamento
levou meu momento
no exato instante
entre a cheia e vazante
no preciso espaço
entre a folga e o abraço
Alguém passou e afrouxou o laço.
Amélia de Morais
.
A LUA E EU
Choro nas noites sem lua
Eu, menina triste, sem companhia
E nas noites enluaradas , linda e nua
A lua chora sozinha por não conhecer o dia
Amélia de Morais
.
SOLIDÃO
Solidão,
não me dói a tua presença,
me dói antes,
a ausência de um amor.
Sólida solidão,
já te pego pelas mãos
e te trago pra meu mundo
de sonhos.
Sol- solidão,
me parece clara
a tua intenção de iluminar,
mas não me fales
do que não sabes,
não conheces a
doçura de uma companhia.
Amélia de Morais
.
domingo, 25 de novembro de 2012
(lena sotskova)
MELODIA
Nos cantos da rua
nos campos da lua
nas lutas da vida
nas muitas saídas
nos prantos derramados
nos risos gargalhados
nos silêncios da noite
nas dores do açoite
nas danças das mãos
nas pausas dos nãos
nos espaços do tempo
nos tremores do vento
nos medos do novo
nos gritos do povo
nas verdades do dia
nos mistérios da magia
em tudo há melodia
Amelia de Morais
.
SINA
Morrer pra nascer de novo
pequeno, frágil, ingênuo
e recomeçar sem lembranças
e representar sem cobranças
e referendar a esperança
de morrer sem nascer de novo.
Amélia de Morais.
.
MEIO A MEIO
Sou meio doce
meio sal
meio essencial
meio precoce
Sou agridoce
e natural
Sou meio posse
meio edital
e tal e coisa e coisa e tal
Amélia de Morais
.
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