A palavra germina no silêncio Brota–se em verbos e se espalha Encanta-se em poesia pelo ar.
Amélia de Morais
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RECOMEÇO
Um ano De tantos minutos Tantos pecados Tantos enganos Certos e absolutos De meses lentos ou agitados Se foram todos os segundos Em dias estéreis ou fecundos E num dia de milagre, primeiro As horas recomeçam, íntegras Cheias de promessas De um mundo muito melhor Vazias de insanas regras Até que o dia adormeça Á espera de um tempo maior.
Amélia de Morais
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PEQUENA NOTA DE JORNAL
Compro uma felicidade não importa a cor não importa a idade
Eu compro uma felicidade não importa o peso não importa a nacionalidade
Compro uma felicidade não importa o tamanho só não quero viver pela metade.
Amélia de Morais
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domingo, 18 de setembro de 2011
Silêncio Poético . Palavras mudas, incansavelmente silenciosas, caladas na boca fechada, fechadas na boca muda.
shshshshshshshshshshshsh façam calar o silêncio desse verso que nada diz, desta poesia infeliz!
Amélia de Morais
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ATÉ QUE A CERA DERRETA
Voarei por aí, sobre mares e rios sobre praias, fazendas sobre prédios e casarios sobre estradas e sendas Voarei vendo o mundo seus montes e fendas o raso e o profundo Voarei lá no alto sobre horas, segundos sobre o teto e o asfalto Até que a cera derreta e eu caia no planalto e, então, seja poeta
Amélia de Morais
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LUZ ll . Tortas estradas feias empoeiram meu suspiro e grito o sangue das veias
Sufoco meu desencanto sobre as pedras do caminho que secam a dor e o pranto
Unidas, minhas mãos sem pressa, fazem prece Luz na escuridão
Amélia de Morais
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O PRÓXIMO PASSO
Anseio dormir na lua e acordar enfeitiçada andar boba pela rua imaginando ser amada
Anseio nas estrelas amar entre raio e trovão na madrugada acordar e reviver a paixão
Anseio dominar a escuridão tomar a noite nos braços e ensinar ao coração a dança desse noturno compasso