quarta-feira, 7 de setembro de 2011


DERRAMAR
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Chuva de flores
nove horas
e amor perfeito
Hora de namorar

Derrama sobre nós
água de cheiro
perfume de beijo
aroma de carinho

Depois de tudo
ainda ser feliz

Amélia de Morais

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segunda-feira, 5 de setembro de 2011



PAZ

Minha alma é toda paz
toda luz, toda alegria
calma, serena e capaz
de enfrentar a ventania
Meu coração, forte e audaz
se entrega à noite e ao dia
do tempo é capataz
das horas, ladrão e vigia
Meu corpo, silêncio loquaz
num gesto de rebeldia
abraça a vida e refaz
a letra da melodia
Meu canto agora é de paz.


Amélia de Morais


sexta-feira, 2 de setembro de 2011




SILÊNCIO DE SEREIA

Quando a noite não tem lua
Quando à noite não sou sua

Quando a tarde é cinza e fria
Quando à tarde estou vazia

Quando durmo e não sonho
Quando sumo e não componho

Quando tudo tanto faz
Quando nada me dá paz

É o silêncio da sereia
porque o mar não beija a areia.


Amélia de Morais

quarta-feira, 31 de agosto de 2011


EM CADA CURVA

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Não perca a esperança,
olhe para a lua, para as estrelas,
veja o sol raiar todo dia
ou lave os olhos nas águas da chuva

Siga em frente, aceite o convite pra dança
abra suas portas, suas janelas,
estenda os braços para a alegria,
há uma esperança a cada curva.


Amélia de Morais

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FALTA O SONHO

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Somos pássaros canoros
De palavras e versos sonoros
A poesia exalando pelos poros

Se o silêncio nos invade duramente
É porque o sonho nos falta certamente
E nossas almas... escravas da mente

Então, choro
Somente


Amélia de Morais

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terça-feira, 30 de agosto de 2011

COMO UMA CRIANÇA

Que o canto seja presente
do passado ao futuro
em coros de anjos-sementes
em noites claras e dias escuros

Que o amor esteja pelos campos
pelas ruas, sobre os muros
nas asas das borboletas e pirilampos
nas mãos dos homens puros

Que o sol a cada dia que nasça
seja a luz clara da esperança
que brilha e ilumina como graça
como um sorrir de criança


Amélia de Morais

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O SILÊNCIO DO PAPEL


Folha em branco,
Desencanto.
Invento palavras,
Só palavras.
Eu, o papel e as palavras
Que seguem seus próprios caminhos
Cortando as veias brancas do papel.
Nada em volta,
Ninguém me lê,
Ninguém me ouve,
Apenas as palavras quebram o silêncio
Do branco do papel.
Sem escarcéu.
Minha poesia faz-se por si só.


Amélia de Morais

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