quarta-feira, 31 de agosto de 2011


EM CADA CURVA

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Não perca a esperança,
olhe para a lua, para as estrelas,
veja o sol raiar todo dia
ou lave os olhos nas águas da chuva

Siga em frente, aceite o convite pra dança
abra suas portas, suas janelas,
estenda os braços para a alegria,
há uma esperança a cada curva.


Amélia de Morais

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FALTA O SONHO

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Somos pássaros canoros
De palavras e versos sonoros
A poesia exalando pelos poros

Se o silêncio nos invade duramente
É porque o sonho nos falta certamente
E nossas almas... escravas da mente

Então, choro
Somente


Amélia de Morais

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terça-feira, 30 de agosto de 2011

COMO UMA CRIANÇA

Que o canto seja presente
do passado ao futuro
em coros de anjos-sementes
em noites claras e dias escuros

Que o amor esteja pelos campos
pelas ruas, sobre os muros
nas asas das borboletas e pirilampos
nas mãos dos homens puros

Que o sol a cada dia que nasça
seja a luz clara da esperança
que brilha e ilumina como graça
como um sorrir de criança


Amélia de Morais

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O SILÊNCIO DO PAPEL


Folha em branco,
Desencanto.
Invento palavras,
Só palavras.
Eu, o papel e as palavras
Que seguem seus próprios caminhos
Cortando as veias brancas do papel.
Nada em volta,
Ninguém me lê,
Ninguém me ouve,
Apenas as palavras quebram o silêncio
Do branco do papel.
Sem escarcéu.
Minha poesia faz-se por si só.


Amélia de Morais

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segunda-feira, 29 de agosto de 2011


SÁBADO

Sábado cansado
espera pelo domingo
pelo sono profundo da manhã
pelo descanso abençoado
- e não me acordem que eu xingo!
de Morfeu sou Castelã.

Sábado é uma promessa
do repouso que mereça.

Amélia de Morais

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INVASÃO
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Um encanto me invade
uma lágrima teima em rolar
a música segue arrebatando-me
segue envolvendo meu corpo
como magia de amor perfeito
como silêncio de lua cheia
como momento de solidão
outra lágrima desliza suave
caindo na palma da minha mão
e a poesia se faz canção

Amélia de Morais

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CRIANÇA ll
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Ser
sempre
Ser
risos (sem sisos)
Ser
semente
éter na mente.

Amélia de Morais

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