quinta-feira, 16 de junho de 2011

AS FLORES DA JUVENTUDE
As flores eram vermelhas
Pequenas e doces centelhas
Colorindo e iluminando
A primavera da vida
O vento soprava forte
Ora pro sul, ora pro norte
As doces flores dançando
Ao tempo oferecidas
As pétalas aveludadas
Roubavam o carinho das fadas
Dos homens roubavam desejos
À morte dedicavam bocejos
Amélia de Morais
As flores eram vermelhas
Pequenas e doces centelhas
Colorindo e iluminando
A primavera da vida
O vento soprava forte
Ora pro sul, ora pro norte
As doces flores dançando
Ao tempo oferecidas
As pétalas aveludadas
Roubavam o carinho das fadas
Dos homens roubavam desejos
À morte dedicavam bocejos
Amélia de Morais
terça-feira, 14 de junho de 2011

POR ONDE ANDA O CARNAVAL?
O espírito da brincadeira
pairava sobre as cabeças
o ar da graça, a moça faceira
os blocos cantando, as troças travessas
o carnaval era fantasia
um dançar incessante
uma inocente anarquia
a alegria óbvia e ululante
Por onde andam as serpentinas?
onde, onde o frevo na rua?
Perderam-se pelas esquinas
da violência nua e crua
Amélia de Morais
segunda-feira, 13 de junho de 2011

TUDO RECOMEÇA
É o vento que passa
arrastando os lençóis
leva o braço que abraça
leva o canto dos rouxinóis
Breve instante - palavra calada
a pausa que tudo diz
o beijo roubado da amada
o vento risca em cicatriz
Leva o silêncio e o beijo
deixa a palavra no verso
a saudade esconde o desejo
na poesia o sonho disperso
E amanhã, antes que os sinos dobrem
o vento que ontem levou
traz de longe lençóis que cobrem
e braços macios de um novo amor
Amélia de Morais
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