quinta-feira, 26 de maio de 2011


DESATINO

Não havia histórias pra contar
Não havia motivos de riso
Tampouco de pranto
Os meus versos não cabiam no poema
E o poema não rimava com a minha vida
Eram letras errantes, nômades, ciganas
Que não souberam ler as mãos do nosso destino
Foi apenas desatino. Desatino.

Amélia de Morais

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SAGRADO AMOR

O amor é sagrado
Sagrado silêncio
que me habita
Sagrada algazarra
Que me visita
Sim, o amor é sagrado
Conspira,
Delira,
Transpira
E suspira
O amor é sagrado
Sagrado fruto
De todo dia
Sagrada saudade
Da companhia
Sim, o amor é sagrado
Sagrado calor
Que arrepia
Sagrado frio
De ventania
Vem e cumpre sua sina
Dissemina

Amélia de Morais

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ECLIPSE DE AMOR

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Um momento raro
cuja magia inspira
A lua se deita com o sol
e todo universo conspira

Eclipse de amor e paixão
completo na escuridão
A lua ousada e livre
brinca com o fogo do sol
o sol apaixonado e sincero
desmancha-se em arrebol.

Amélia de Morais

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DEDICAÇÃO
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Dedico esse poema
aos criadores de versos
que aqui deixam temas
e exploram esse universo
àqueles amantes da poesia
que na madrugada fria
aquecem a alma do leitor
que no fim do jogo é o vencedor

Amélia de Morais

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ANTES E DEPOIS DE TUDO

Antes que o dia clareasse
Antes que o sol nascesse
Antes que a lua dormisse
Antes que a noite sumisse

Nascemos no acaso
Antes e depois de tudo
Sem hora, espaço ou prazo
Éramos nós num mundo desnudo

Lembro apenas do momento mudo.

Amélia de Morais

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domingo, 22 de maio de 2011


SIGA

Vá em frente
pulando muros
rompendo regras
Insista
o mundo é um furo
pra mergulhar
Chute pedras
mas, não desista
não tenha medo de respirar

Amélia de Morais

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INOCÊNCIA

Espalha tua doçura
pelos céus de todo o mundo

Derrama tua candura
em solo bom e fecundo

Semeia tua inocência
entre os seres dessa terra

Desperta a consciência
do homem que faz a guerra

Amélia de Morais

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